sábado, 29 de novembro de 2008

Cedo demais


Farão agora cerca de cinco anos, ainda numa fase muito permatura da minha cornice, que tive a oportunidade de presenciar algo que só muito mais tarde compreendi verdadeiramente.
Numa das raras fases do nosso casamento, em que a minha adorada mulher se dispôs a ter actos sexuais com outro homem e, para isso deu-me autorização a procurar um macho, eu sem delongas iniciei logo o processo de pesquisa.
Respondi a alguns anúncios da internet até encontrar um homem que me pareceu indicado. Trocámos alguns mails e combinámos encontrarmo-nos num shopping. Assim o fizemos, eu e ele. Quando o conheci pude aperceber-me que era mais alto do que eu, porém não devia particularmente à beleza. No entanto, e tomando como verdadeiras as fotos que ele me tinha enviado do seu falo, eu sabia que não podia competir com ele em tamanho do que realmente interessa.
Conversámos um pouco e acertámos que ele iria lá a casa para desfrutarmos da minha abençoada mulher.

Seriam por volta das onze da noite quando vi chegar o seu carro, desci e fui buscá-lo à rua. Quando subimos no elevador, recordo-me que fiquei com a descansada sensação que ele estaria perfeitamente ávontade, não demonstrado qualquer sinal de nervosismo.

Entrámos ambos em casa e apresentei-lhe a minha Rainha. Sentámo-nos os três no sofá e fomos entabulando alguma conversa até que, contrariamente ao costume em que sou eu a dar o mote, ele quase que impôs -começamos?
Antes quase de que a minha mulher pudesse concordar, ele enfiou-lhe um enorme linguado. Coisa que ela não faz comigo, pois nestes onze anos de casamento ter-me-á dado não mais de quatro ou cinco.
Recordo-me de ter ficado muito feliz e excitado. Pude vê-los enrolados beijando-se e apalpando-se até a minha doce mulher, incontida, lhe abrir as calças e tirar de lá um mastro de categoria.
Fiquei contente por verificar que as fotos que já vira reflectiriam a verdade. Ele tinha um pauzão à séria.
Julgo que a minha mulher achou o mesmo, pois logo seguidamente a empunhá-lo não perdeu grande tempo a enfiá-lo na boca. Não como me faz a mim, que cabe todo até ao fundo, quase não lhe toca na garganta e podendo-o envolver com os lábios semi-cerrados.
Mal habituada que estava à minha ínfima minhoca, só conseguia enfiar a dele na boca bem aberta, até menos de meio.
Todavia ter-lhe-á agradado bastante, pois ele demonstrava um ar bem deliciado e dizia - ái que chupas tão bem.

Orgulhosa, esmerou-se como não faz comigo e, chupou, roçou-se, encostou-se e abraçou-o.
Eu observava e continuava a observar. Até ver ele pegar nela e deitá-la no sofá, tirar um preservativo que rapidamente deslizou pelo seu grande mastro enquanto a minha doce esposa aguardava de pernas semi-abertas e receptiva.
Pegou com a mão no seu pau, apontou áquele buraco quente, molhado e ansioso, introduziu primeiro a glande e depois numa só estocada empurrou-o todo até desaparecer, totalmente envolto pela minha mulher que naquele momento só pensaria em ser coberta por um macho potente, esquecendo-se completamente da minha insignificante presença.
Ele pesando em cima dela, fornicando-a convictamente quando eu, aberração iluminada, me lembrei de pôr a minha insignificante de fora e aproximar-me deles.
Acerquei esta microscópica miséria da boca da minha sedutora Rainha, quando lhes cortei por completo o tesão.

Ela pretendeu parar e ele também.

Soube depois que ele ainda antes de parar lhe segredou a ouvido- ele não sai daqui?

Na altura achei que era meu direito participar e fiquei bastante aborrecido por estar a disponibilizar a minha mulher a um palerma que não soube dar o real valor. Agora sei, que a maior oportunidade que tive de realizar o maior sonho da minha cornice, aconteceu cedo demais.
E quase como sempre, estraguei tudo!

Aguardo pacientemente uma nova oportunidade, com a forte convicção que no fim a única coisa que obterei, é a esperança!

Corno estupido!

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