segunda-feira, 6 de julho de 2009

Convicto

Tinha combinado sair com o amante, na Sexta-feira passada. Jantávamos os quatro, eu a minha mulher e os nossos filhos, quando ele telefonou a desmarcar. Adiou para ontem, Domingo.
E assim foi, jantámos os quatro e às nove horas saiu. Eu fiquei a tomar conta deles. Chegou já passava da uma e meia. Simpática, cordial, tocada por uma emoção que constroi relativamente a mim e, a ele.
Definitivamente acabou a ascenção dele, aos pouco banaliza-se. Ainda não fez um mês, e tudo tem acontecido tão rapidamente. Será um fósforo a arder, acabará tudo como começou, num ápice.
Ela ainda não sabe, mas eu sei!
Até ao final do mês a nossa relação tornar-se-á melhor do que nunca, mais madura e consciente, mais verdadeira e intensa!
Este tempo tem-se revelado no limiar do insuportável, mas vai valer a pena.
Vejo isso com clareza!

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