quarta-feira, 24 de junho de 2009

Luta

Terça-feira passada saiu com ele, jantámos, fiquei a tomar conta dos filhos, ela saiu.
Chegou eram duas e meia da manhã.
Dois dias depois disse-me que tinha caido e se tinha magoado. Até para mim, seria dificil acreditar que uma queda provocaria nódoas negras no meio das pernas abaixo das virilhas.
Foi sexo violento.
Acredito que tenha gostado.
Eu não!
Diz-se apaixonada por ele.
Sei que é só uma paixoneta inexperiente. Sempre soube que este dia chegaria, julgo que por essa razão durante anos a incentivei. Para que quando acontecesse eu me pudesse aperceber de imediato e dar-lhe o espaço que precisa, controlado.
Sei que está mais confusa do que julga, pois vive numa sopa de emoções. Pediu-me para ficar novamente hoje com os filhos para sair depois de jantar.
Fá-lo-ei, pois amanhã terá de se levantar muito cedo e trabalhar o dia todo. Estou certo que não será somente tomar um copo, pois foderão seguramente.
Julgo que a partir do próximo domingo quando estiver suficientemente cansada iniciará o processo de pôr em causa o que sente, pois sabe que fisicamente é muito dificil manter esta postura.
Julgo que hoje sentirá o primeiro sinal relativamente a ele que lhe retirará a certeza absoluta das suas convicções. Uma palavra desadequada, um cheiro, um comportamento, uma postura.
Algo haverá que talvez não já se aperceba, mas que inicie o estalar do cristal que o envolve neste momento, em que é perfeito.
Sei que ainda demorará algum tempo, mas acredito que voltará a ser minha e dar-me-á valor em coisas que até agora lhe eram desapercebidas.
Para mim está a ser muito duro, para ela confuso.
Mas no fim, que é o que interessa, a nossa relação sairá fortalecida de um modo que seria impossivel se não passássemos por isto.
Por isto luto!

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